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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Seleção de músicas "Cansei!"

Fim de semestre, aquela hora em que você senta, respira fundo e pensa: "Putz, tô cansada". Um momentinho de ligeira falta de fé no mundo e nas pessoas, de uma rotina que te suga de um jeito tão maçante e inútil que te faz pensar que...


Não só em SP, no mundo inteiro! Bate aquela vontade de ficar quietinha, sem precisar resolver mais nenhum problema. A solidão se torna um desejo melancólico e doce.


E nessa solidão, mergulhar dentro dos próprios pensamentos, sem precisar dar aviso prévio. De repente, agora que a consciência está no mais fundo aconchego, sem a interferência de nada, nem de ninguém, a melancolia se transforma em tranquilidade. Tranquilidade que traz consigo um fiozinho de esperança. Delicado, mas inteiro. O abismo já não parece mais tão grande.


Solta-se um suspiro. "Ok, acho que fiz tempestade em copo d'água", ainda dá pra aguentar mais um pouquinho. Deve ter sido uma mini-crise de desânimo ou coisa parecida. Ter essa fonte de tranquilidade que renova e acalma já deixa o tempo menos chuvoso.


Paula Nishizima - Sensibilidade

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Minicrônica #2: Chove, chuva!


Alguém traz o meu cobertor, sim?  Foto: Paula Nishizima.

Curitiba amanheceu chuva! Apesar das pequenas dificuldades cotidianas (entrar e sair do carro sem se molhar é uma delas) e do trânsito lento, os dias de chuva provocam um efeito especial nas pessoas. A gente se fecha no casulo, seja ele casa, cama, casaco ou guarda-chuva e vira toda ouvidos. É barulho de água caindo em todo lugar. Dá aquela sensação boa, de tranquilidade. Cada um devia fazer desse dia, um dia especial para ouvir o bonito que nem sempre dá pra ver. Ver é rápido e relativo, sem falar nas muitas visões que se pode ter sobre um mesmo assunto... Enfim, aproveitemos os dias de chuva!

Ps.: Desculpem o parágrafo minusculamente vergonhoso, mas esse também é um efeito que os dias chuvosos me trazem, inércia em último grau!

Paula S. Nishizima

domingo, 3 de junho de 2012

O valor de uma amizade


Se perguntarmos a dois amigos qual é o valor de uma amizade, dificilmente eles vão responder algo diferente de: Ah, amizade não tem preço... Não tem preço contar e confiar em alguém... É um amor sem igual e não existe valor que pague...
Pois bem, pode até ser que seja algo parecido com isso, mas amizade tem preço sim.
Pode ser que o preço não seja em dinheiro, que não exista uma quantia em moeda que consiga pagar...
Mas o preço da amizade, para mim, existe, sem dúvidas.
É como o preço da troca: Te dou algo, mas recebo algo para compensar.
E amizade para mim é isso. É você trocar atitudes com alguém, palavras, gestos de carinho, felicidade, tristeza...
Não existe amizade se não existir troca: ah, você é meu companheiro, mas eu não te considero. Você é carinhoso, mas eu sou grosseiro com você.
E também não existe amizade se você só quer trocar 
seus momentos ruins... Você liga para a pessoa, "alivia o que você ta sentindo", ela te ajuda a ficar bem e você vai embora.
Quando você está mal de novo, lá vai o ciclo se repetir...
Entenda que isso nunca vai ser amizade. Se você não pode dividir comigo seus momentos de conquistas, alegrias e risadas, também não vai poder me ligar para contar suas dores. Não vai.
Não consigo ter amizade com pessoas que me vê como um muro de lamentações. Se não sirvo para estar ao seu lado em momentos bons, os ruins você vai ter que dividir com outra pessoa...
Digo isso porque, sinceramente mesmo, estou cansada de ser 'amiga' só quando estou pronta para consolar. Isso não é verdadeiro sabe? 
O preço da amizade é real, mas não é difícil de pagar... Você apenas precisa ser você e estar pronto para que o melhor disso possa ser divido com alguém...
E se você só procura um amigo para chorar, sinto muito, você vai perdê-lo!



Isso se já não perdeu para sempre.

Rara - Aline Lima

E nesse mundo, as amizades de verdade são joias cada vez mais raras... Mais raras do que nunca.

Aline Lima

domingo, 27 de maio de 2012

Minicrônica #1: O espelho


Quem somos nós, afinal?


Tarefa difícil é olhar no espelho. Porque, às vezes, o espelho são os outros. Às vezes somos nós mesmos. Com aquele sorrisinho amarelo e aquela cara de constrangimento. Meio sem graça por ter feito um comentário inoportuno, ou com peso na consciência por não ter dito algo importante. Mais difícil é ver no rosto as próprias experiências, aquilo que o tempo deixou de lembrança. Distante e apagada lembrança. Talvez seja melhor esquecer, ou só deixar pra lembrar num próximo dia de chuva.

Que tipo de silêncio guardamos, que não podemos revelar? Ou que carga carregamos nos ombros sem poder dividir com ninguém, até mesmo sem perceber o quanto pesam sobre nós? Que olhos e ouvidos deitamos sobre o mundo, que rastros deixamos? Passamos muito depressa pelos lugares ou é o tempo quem passa correndo por nós? Quem somos nós, afinal?

Paula Nishizima - Sensibilidade